quarta-feira, 7 de março de 2012

Da boca do cupido.

 
Sentada naquele velho banco de praça com a madeira já descascando, estava uma menina. As lágrimas nos olhos permaneciam presas, certamente com muita garra. Ficavam ali até evaporar e embaçavam as lentes de seus óculos de grau. Era míope, certamente. Ao seu lado estava um garoto tentando incansavelmente segurar as pequenas mãos dela, que recuavam constantemente de uma maneira tão brusca e ao mesmo tempo tão delicada. Pra quem aquilo estava sendo mais difícil, sinceramente, não sei lhe dizer. Só sei que em ambos doía muito, era visível. Fui me aproximando e parei bem na frente dos dois, agradecendo a Deus por eles não terem a capacidade de me enxergar. Ele se desculpava, implorava por perdão, nunca vi tão jovem e tão triste coração. Amargurado, arrependido, estraçalhado. Mil e um ainda era pouco para enumerar em quantos pedaços estava partido. Ela ficava calada o tempo inteiro, apenas ouvia. Seu esforço para ter uma face inexpressiva era vão, pois qualquer um que ali passasse sentiria um nó na garganta somente em olhá-la. Ele confessava-lhe o amor que sentia por outra, não mulher, mas estado. Ele queria prender-se somente à liberdade. Imagine, coitadinha. Quis morrer, contudo, continuou. O menino pedia perdão novamente e mais uma vez, queria ao menos sua amizade. 
- Tentar ficar amigos sem rancor? A emoção acabou. - Foram as primeiras e últimas palavras que ela pronunciou.
Escorreu uma lágrima no rosto dele, dos lábios saiu um "adeus", dos olhos mais um "me desculpe"... Seu cérebro dizia "é o certo", seu peito gritava que "nunca vou gostar de ninguém assim". Suas pernas tremeram pelo que viria. Não o culpo, ele só tinha medo e não sabia como lidar com isso... Tinha ouvido a vida inteira que adolescente é jovem demais pra amar. E se foi, mesmo quando tudo que mais queria era ficar. Ela ficou sentada por ali um bom tempo, sem coragem de ir pra casa com medo de que, pela primeira vez, não conseguisse fingir. 
Eu tive vontade de puxá-lo pela orelha e amarrá-lo nela pra sempre. Mas eu já fiz o meu papel, não é sempre que posso intervir, já os flechei uma vez. É triste, mas agora só posso esperar que se encontrem outra vez e façam diferente. E vão se encontrar, tá escrito. Nasceram um pro outro, só não têm total consciência disso.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Um Motivo.

Quando me perguntam, de Você eu simplismente fecho os olhos  e começo a chorar, nessa noite a chuva cai e vi seu rosto em minha memoria  lembrando do que momento em que te vi chorar  , o momento que olhei nos teus olhos quando me contou a verdade .Meu coração disparou na aquele  momento mas dos mesmo jeito eu te amo e perdoei achando que Você ia mudar apartir da aquele dia Você foi rude frio com se jeito estranho de ser .
     Para ti a vida e bela mas não e bem assim nem Você não sabe o que esta fazendo anda com seus pensamentos confusos dentro de si .esse te vicio esta te matando quantas vezes eu te vi e pedi para parar com isso mas Você não me deu ouvidos . Além que Você não aceita mas a sociedade vai te julgar e não vão te aceitar então eu te peço cresça quero teu bem quem sabe algum dia Você mude . Posso eu ser tudo aquilo que Você fala mas no fundo no fundo existe algum sentimento nada foi em vão tudo tem um motivo nessa vida .

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meio.

É tarde da noite, a chuva está forte lá fora e começa a trovejar, eu tenho medo de trovões e você não tá aqui pra me abraçar. O livro está encostado no canto do sofá, minha concentração já se foi e não consigo mais acompanhar a triste história da personagem, a minha dor me impossibilita de raciocinar. De repente, as lágrimas começam a escorrer e aquecem a pele de meu rosto pálido e frio, meus olhos estão vermelhos. Encolho-me e aperto o travesseiro sob a barriga, há uma dor insuportável em meu estômago, as borboletas que fluíam quando você estava aqui, agora parecem enfrentar a morte. Ligo a tv e vejo um casal se beijando, desligo logo após, pois não estou com ânimo para nenhum tipo de comédia romântica. Pego o telefone e penso em te ligar, será que estaria dormindo? E se não, será que me atenderia? Após todo esse tempo, como me trataria? Desisto, ligo o rádio, não é possível, nossa música. Choro, sinto o coração palpitar. Levanto do sofá, saio cambaleando até a cozinha, encho a taça de vinho, tomo tudo de uma só vez. Cadê você? Aonde está agora? Ainda pensa em mim? Também sente doer? Vou até o banheiro para lavar o rosto, me olho no espelho. Maquiagem borrada, lábios vermelhos, onde está a menina deslumbrante que radia felicidade durante o dia? Ela se foi junto ao sol, junto ao céu azul claro, junto a você e ao seu coração. Vem.. Traz luz pra minha madrugada, faz cafuné, mexe no meu cabelo até que eu adormeça. Beija a minha boca, me morde, me ama, diz que sou somente sua e que morre de medo de me perder. Perdoa novamente os meus erros, as minhas falhas... Volto à sala, me jogo no sofá, pego caneta e papel para te escrever tudo isso, tudo isso que você nunca lerá. Fico como boba tentando encontrar vestígios de você em algum lençol, em alguma música, em algum livro, em algum lugar dentro de mim que não doa tanto, mas tanto... Eu só quero te fazer entender, que não ter você aqui me faz sofrer, me mata um pouco a cada dia... Queria que entendesse que eu ainda te amo demais, e que daria tudo para estar abraçada contigo agora.

Passou.

Me pego pensando como nós eramos tão feliz ,claro tinha ciumes porque eu amava você meu amor era enorme nao tinha limites cuidava de você como se fosse único não existe nada além do que esqueçer você . Sentada em sua escrivaninha eu te toco e te encho de carinho derramos agua seu perfume e passado em minha roupa. Nada além de passar o inverno ao seu lado sei que talvez em outra vida você seja meu tenho sonhos contigo tenho alucinações penso em ti 24 horas . As vezes nem consigo comer porque as melhores partes noós passavamos comendo muitas coisas besteiras numa fria solidão eu ainda vou entender porque tudo acabou transformando em vazio se existe amor não me deixe aqui no chão frio sabe um grande amor não e assim que se desfazez  venha sai dessa vida em que você esta vamos parar de ser orgulhos se amamos pra que sofrer pra que tudo isso tu eras o primeiro em dizeer não consigo ficar uma semana longe de você  , a onde isso foi parar? Eu nunca ando muito longe da calçadaPor causa de vocêEu aprendi a jogar do lado seguro assim eu não me machucoPor sua causaEu acho difícil confiar não só em mim, mas em todos à minha voltaPor causa de você eu tenho medo
 Sai dos meus pensamentos de uma veez tu nunca teve coração não sabe o que e amar alguém sua liberdade um dia vai acabar e tudo que você esta fazendo hoje vai plantar amanhã.

 

Sem você.


Hoje um dia chuvoso , me lembro quando a gente olhava filme no seu sofá tomando um refri e dando altas risadas .  Às vezes, às vezes não, sempre me pergunto qual seria a sua reação se soubesse disso, que eu não te esqueci e que eu padeço o dia inteiro esperando a noite chegar para poder te ver passar. A minha vontade é de sair e te pedir um abraço, mas eu tenho tanto medo! Eu tenho medo de que não seja como antes, de sofrer e desejar a morte mais uma vez. Quando você partiu disse não querer me magoar, disse que nós éramos diferentes demais você me cuidava me dava as mãos e sorria para mim dizia eu vou te cuidar tu és minha pequena vejo no relogio as horas se passando e a gente longe  nao ligavamos para nada só para o nosso amor .Tantas mentiras tantos eu te amo será que foi tudo da boca para fora será que você não sentiu um pouco de amor por mim , Morangos na bocaa trocas de beijos e saliva  musicas que gostavamos de ouvir quando faziamo amor ,brincadeiras tudo esta num tumulo que talvez um dia venha a voltar de novo.

Tempo ao tempo .

É triste, doloroso, árduo ficar sem você. Mas, me diga quais são as minhas escolhas? Eu peguei de volta as suas chaves e estou impossibilitada de levantar daqui para abrir a porta. É certo que seria incomparável o sorriso que surgiria em meu rosto ao te ver entrar, e mais certo ainda seria o processo de esmagamento do meu coração ao te ver partindo mais uma vez. Porquê você sabe, e felizmente agora eu também, que seria essa a ordem cronológica dos fatos. Eu não posso mais suportar o vai e vem das ondas do teu mar, não quero mais ser estonteada pelas suas piruetas e coreografias (para mim quase letais). Não que eu vá te esquecer, mas eu preciso me libertar de você e deste sentimento que tanto me faz mal. Não que ele seja mais amado, mas é que ele tem o poder de me arrancar sorrisos. Não que você não tenha feito isso, mas ele me faz sentir segura de que esta alegria é constante e agora não vou dormir com medo de que ao acordar estarei a sós com um bilhete de despedida. É, alegria... A soma dela me trará a felicidade novamente. Você não sabe o quanto eu gostaria de te deixar ficar, mas aceitar as suas condições ultrapassaria os limites daquilo que eu chamo de amor. Como assim, o amor não tem limites? Tem sim, para os que não são masoquistas. Agora vai doer, está doendo, mas eu sei que vai passar. Afinal, tudo passa, não é mesmo? Com o amanhecer de cada dia as feridas que agora estão abertas e sangrando, entrarão em processo de cicatrização. Não sei bem se neste momento podemos ser amigos, não sei ao menos se você quer isso. Acho que a proximidade agora poderia dificultar tudo. Sou fraca, ficaria facilmente hipnotizada pelo seu olhar e pelo som da sua voz. E você certamente tiraria proveito disso. Estou partindo de vez e não pretendo voltar, preciso dar um tempo ao próprio e lento tempo. É que hoje em dia não tenho mais certeza de que você realmente me ama ou amou, mas se tem uma coisa que estou completamente convicta é de que eu preciso me amar. 

"Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais




Eu queria não ter que mentir todas as vezes que alguém me pergunta o que eu sinto por você, queria poder dizer o quão intenso é meu sentimento e que não te esqueci sequer um segundo. Queria não te ignorar, queria responder a ao teu sorriso com o outro sorriso, e ainda de brinde te dar um intenso olhar; queria poder te olhar. Queria poder correr pros teus braços ao te ver entrar por aquela porta, queria poder escrever teu nome junto ao meu, em um papel colorido. Queria mais uma vez ao teu lado sobrevoar o céu, queria pentear com a ponta dos meus dedos a tua sobrancelha,  queria poder sentir outra vez a tua pele quente, o arrepio que me causava cada toque seu... Queria que as minhas palavras ainda te tocassem e te fizessem pensar. Queria deitar no chão ao seu lado e observar os pássaros voando, e os aviões passando.. Isso porque eu sinto falta das suas mãos junto às minhas, falta do seu dedo enxugando delicadamente mais uma de minhas lágrimas, do seu corpo, da sua voz mansa cantando no meu ouvido, saudades do som do seu violão. Eu sinto falta de esconder meu rosto de mais uma de suas fotografias, de esperar, atônita, a mais uma de suas ligações.. De insistir que fique mais dez minutos, e mais dez... Eu não preciso gritar pro mundo que ainda te amo muito, mas queria poder dizer isso baixinho, sussurrar outra vez no teu ouvido.